A REJEIÇÃO DE UM ABRAÇO DE AMOR
Uma conexão esquecida
A integração do ser humano com a natureza é absoluta. Nosso corpo biológico é feito a partir de seus elementos e deles se alimenta para sobrevier: terra, água, fogo e ar - os quatro elementos naturais indissociáveis dos requisitos para a sobrevivência humana: nutrição, hidratação, calor e oxigenação; e a natureza se recicla biologicamente para garantir o reaproveitamento, a circulação e a troca contínua de nutrientes e energias entre os seres vivos e o ambiente. A Terra é um ser vivo que interage integralmente com os seres humanos, assim como a mãe interage com seu filho. Em nossa constituição biológica e em nossa percepção sensorial somos um com a natureza! Somos filhos da Mãe Terra!
O prazer mais natural e autêntico no processo de existir vem de se perceber, conscientemente, essa interação profunda com a natureza. Assim é que, o conforto prazeroso de saciar a fome e a sede, de sentir o calor do sol e de respirar o ar puro com atenção plena, não responde a apelos de estímulos sensuais viciantes de seus substitutos artificiais, de baixo nível vibratório e de baixo teor nutritivo. Respondem, sim. à percepção do Amor da Mãe Terra e de todo o cosmo provedores que são das dádivas que mantêm nossa integridade biológica e nosso prazer de existir. A percepção sensorial desse abraço nutritivo da natureza é o êxtase que reconhece que tudo no universo ao nosso redor foi concebido e construído por uma inteligência suprema, especialmente para nos servir! Pois o universo não faria sentido sem a vida consciente e os seres humanos não sobreviveriam sem suas dádivas.
Mas o aconchego oferecido pela natureza vai além... na interação com plantas e animais, no vislumbre da variedade da paisagem, no sentir da energia da terra sob os pés, no usufruir do calor ou do frescor do clima, na apreciação da chuva, na interação com a gravidade que garante a saúde muscular, na relação com os semelhantes...
Essas dádivas, no entanto, são ofuscadas, ocultadas, e, muitas vezes, negadas ao ser inconsciente, diante de sua artificialidade, de seu descaso e de sua arrogância ao vandalizá-las ou utilizá-las para satisfazer sua vaidade, sua ânsia de poder e sua compulsão por conquistas materiais inertes.
Só a consciência em ascensão consegue descolar-se do artificialismo e perceber a ecologia sistêmica que garante a vida, e, assim, usufruir do prazer e da alegria autênticos no planeta. Neste ponto, o ser passa a amar verdadeiramente a Mãe Terra e respeitá-la como sua bondosa provedora.