Auto Construir-se
A viagem transcendente da existência
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Textos

Momento de Inflexão

 

É mais fácil condenar a realidade caótica que assola o mundo em que vivemos, que conceber soluções que o regenerem. Uma parcela bastante representativa da humanidade quer uma sociedade harmônica, solidária e consciente, mas, mesmo assim, não está preparada, como indivíduos e coletividades, para agir como colunas construtivas de uma sociedade que reflita esses valores; não se empenha, voluntaria e conscientemente no despertar da própria consciência e da consciência coletiva - a condição fundamental para a materialização desse ideal.

 

O “despertar da consciência”, alude a um processo interno de autoconhecimento, que busca uma compreensão mais profunda e mais ampla da realidade e de si mesmo, levando a uma percepção expandida do mundo, da existência e do Universo e, principalmente, incorporando essa compreensão nas relações com todos os eventos da vida e com todas as pessoas. É a jornada que conduz a uma “nova humanidade”, um ambiente universal onde reine a solidariedade, a liberdade com responsabilidade e a sabedoria com vontade criativa. Nesse ambiente, a paz está implícita, pois as divergências humanas são consideradas como oportunidades de crescimento individual e coletivo.

 

Em todos os setores da sociedade – instituições, grupos sociais, movimentos espiritualistas e filosóficos, entidades políticas e empresariais, comunidades científicas e mesmo nas famílias e nos indivíduos - percebe-se uma tensão crescente, uma inquietação, uma apreensão, que beira um sentimento de ameaça à espécie humana. O estado psíquico da humanidade tem se revelado, cada vez mais, como sofrimento psicoemocional, doenças crônicas, ansiedade, depressão, medo, desesperança e desistência, como consequência de se viver em ritmo alucinante em um mundo acelerado, saturado de estímulos e permeado por medos difusos e ameaças concretas, que afastam o ser de si mesmo, de sua verdadeira essência.

 

 O avanço tecnológico se dá a um ritmo muito maior que o da expansão da consciência humana, incapaz, portanto, de absorver este avanço em benefício da harmonia pessoal e social. Ao contrário, o progresso da cultura digital, para citar um exemplo, tem conduzido à desagregação social e familiar, à poluição informacional e à sobrecarga cognitiva; e, na área militar, o avanço do potencial bélico das nações tem exacerbado as tensões geopolíticas, fazendo pairar na concepção que temos de futuro, a imagem da própria extinção da humanidade.

 

E, como coadjuvante na formatação desse quadro apocalíptico está a incapacidade - e em alguns casos a leniência - das autoridades instituídas na repressão à produção e disseminação do uso de psicotrópicos additivos, causadores da degradação física, psíquica e moral de milhões de pessoas.

 

Há décadas, a literatura ficcional e as produções cinematográficas vêm apresentando temas relacionados a futuros distópicos, em que cataclismos e guerras destroem o equilíbrio planetário. Essas obras ficcionais mostram situações pós apocalípticas em que imperam a desagregação, a violência e a perda de todas as conquistas civilizatórias realizadas pela sociedade humana. Seria a arte antecipando a realidade?

 

Nessa penumbra pessimista reinante na sociedade atual, as crianças e os jovens se deparam com modelos de comportamento social degradados que não lhes favorecem estruturar um psiquismo saudável para a construção de uma sociedade melhor. Ou seja, as próprias sementes estruturantes da mudança - os recém ingressos no Planeta - sentem-se impotentes para construir as peças-chave para a regeneração e o avanço evolutivo da sociedade humana.  

 

O quadro descrito, que apenas resume e nem de longe esgota a gama de desequilíbrios sociais devastadores que vêm assolando a humanidade, atingiu um ponto de não retorno. Não existe a possibilidade de revertê-lo, já que não há como seus protagonistas serem convencidos, por quaisquer meios, a mudar seu comportamento em favor de um mundo regenerado. A conquista de riqueza e poder ao custo de valores morais e princípios humanos, o descaso com o semelhante, a valorização do prazer sensorial e da idolatria do ego, são todos valores privilegiados por muitos, e aceitos por quase todos, como meios de aceitação social e de progresso pessoal.

Mas…não abandonemos o otimismo!! O que parece o fracasso do projeto humano neste planeta, é apenas um ponto de inflexão. É o ponto em que o pêndulo alcança o ápice num sentido de sua trajetória, tendo esgotado a força do impulso original, para retornar em sentido contrário, com a energia renovada de um novo ciclo. Daí o otimismo que não abandona quem entende o processo. Esse otimismo se ancora em potenciais humanos não evidentes quando ocultados pelas energias destrutivas do velho ciclo.

 

É aqui, neste ponto de inflexão que estamos vivendo, que a natureza superior dos influxos energéticos sutis liberados agora, semeiam com vigor o terreno fertilizado pela calda nutritiva do adubo do ciclo esgotado. Esse é o sentido da Transição Planetária e da Ascensão Humana, tão anunciada pelas comunidades esotéricas modernas.

 

Se a realidade tenebrosa hoje vivenciada pela civilização humana não pode ser revertida, ela pode ser transcendida, ou seja, compreendida e trabalhada a partir de um patamar de consciência mais elevado. Tentar encontrar a saída de um labirinto estando dentro dele pode ser uma tarefa impossível. Mas ao elevar-se acima do labirinto, a saída se mostra naturalmente. A solução para as mazelas sociais, de âmbito mundial, que enfrentamos hoje, somente pode ser encontrada quando se eleva a consciência a um patamar que permita enxergar com os óculos do Amor Universal, da Sabedoria Cósmica e da Vontade inabalável, ou seja, a partir das dimensões mais sutis da essência humana.

 Ilhas de Luz

Os desequilíbrios sociais são um fenômeno complexo com origem muito diversificada. Mas todos eles surgem da insegurança - de indivíduos, grupos, e mesmo instituições - como reações exacerbadas a supostas ameças na competição conflituosa por riqueza e poder. Assim, a violação de princípios e direitos sociais e humanos, tem suas raízes no medo, do qual derivam o egoísmo, a vaidade, o separatismo e a intolerância, todos sintomas de um baixo nível de consciência. Por isso, qualquer teoria ou modelo, seja econômico, político, religioso ou social, que não coloque em seu bojo o propósito intrínseco e fundamental da elevação da consciência do ser humano a patamares superiores de percepção da realidade, tenderá ao fracasso!

 

Entretanto, em contraste a um cenário de aparência catastrófica, percebido pela maior parte da sociedade atual, inúmeros grupos humanos têm se empenhado em cuidar do Planeta e de seus habitantes. São seres que já atingiram um alto nível de consciência e que naturalmente sintonizam entre si, “em conspiração”, para a preparação de uma nova humanidade, a nascer de transmutações positivas, da emergência de novos paradigmas e da busca consciente de uma convivência pacífica e harmoniosa.

 

Marylin Ferguson, uma influente autora, jornalista e palestrante americana, definiu essas transmutações em seu livro “A Conspiração Aquariana” (1980). Considerado um marco do movimento Nova Era, sua obra propõe uma transformação pessoal e social baseada em consciência expandida, espiritualidade, ciência e valores humanos. Ferguson identifica um movimento espontaneamente sintonizado e sincronizado de transformação silenciosa que ela via acontecendo em várias áreas da sociedade: "A conspiração não é secreta, apenas invisível para aqueles que não sabem o que procurar." –

 

Ideias dessa natureza se revelam de pessoas ou grupos que trabalham longe dos holofotes da mídia, mas que semeiam sua intenção através da fluidez da energia sutil que emanam, em favor da transição que atravessamos, uma transição denominada por muitos de Transição Planetária, que envolve também o transcender da consciência humana e que poderá culminar na formatação do tão sonhada Era de Luz.

 

O termo Transição Planetária refere-se ao presente período submetido a profundas transformações geológicas, cosmológicas, conscienciais e espirituais, com reflexos geopolíticos e sociais, indicando um novo estágio evolutivo para a Terra e para a humanidade. Não se trata de um evento único, mas de transformações ocorrendo em um momento crucial, identificado por estudiosos através de indicadores planetários, astrológicos e energéticos, e confirmados pelas turbulências geológicas, sociais, econômicas e geopolíticas que estamos vivendo. Esse caos momentâneo é a eclosão de energias negativas “subterrâneas”, que emergem em desespero, como um ninho de pragas impregnado por veneno. As energias que revelam as pragas são as mesmas que impulsionam a evolução espiritual e moral dos seres humanos. Elas apenas respondem ao estado de consciência de quem abraçam.

 

 O ciclo vicioso que aprisiona a consciência

 

 O empenho de vários grupos humanos no propósito de gestar a humanidade consciente num mundo harmônico, pode parecer insano, quando o confrontamos com o caos que permeia quase todos os setores da sociedade humana. E, realmente, essa empreitada seria mesmo impossível se as estratégias e métodos escolhidos contemplassem soluções nascidas no bojo do próprio cenário desolador e alarmante que se quer regenerar.

Mais da “mesma boa intenção” não tem surtido efeito, porque a “mesma boa intenção” é egocêntrica, é competitiva, é dogmática, é ideológica, é separatista, é materialista, é vaidosa e é insegura. Estes são os atributos sombrios que permeiam as soluções geralmente propostas. Mais da “mesma boa intenção” é perpetuar os pressupostos vigentes e condenar a humanidade ao caos destrutivo. É preciso “pensar fora da caixa”. É preciso encontrar um instrumento holístico, de espectro abrangente - adequado para sanar qualquer tipo de disfunção pessoal ou social - cuja presença desvaneça os atributos sombrios imbuídos nas soluções convencionais. Sua função é sintonizar as energias cósmicas que irrigam o terreno fértil da consciência humana, neste ponto de inflexão da trajetória cósmica do planeta e da humanidade.

 

Esse instrumento existe! Apenas não é perceptível quando aqueles atributos sombrios prevalecem na mente e no coração do ser humano, criando, então, um ciclo vicioso: não se percebe o poderoso instrumento que poderia desvanecer esses atributos, justamente porque eles estão presentes nas mentes e nos corações dos que dele precisam.

►Este é o ciclo vicioso que impede a humanidade de evoluir a patamares superiores de consciência. É preciso rompê-lo!

 

Nos artigos que seguem será desvendada uma arquitetura latente na consciência humana que, quando desperta, inevitavelmente será decisiva para vencer esse desafio.

Roberto Guelfi
Enviado por Roberto Guelfi em 02/08/2026
Alterado em 08/08/2026
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